A nova era de relações entre os Estados Unidos (EUA) e o Brasil caminha para ser oficializada na próxima terça-feira, 21, com a possibilidade de um encontro cara a cara entre os presidentes Lula (PT) e o americano Donald Trump.
Isso porque ambos os chefes de Estado vão participar da 47ª Cúpula das Associações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia, que ocorre nos dias 26 e 27 de outubro, focado em comércio internacional.
A informação sobre a eventual ida de Trump ao evento foi confirmada pelo líder do governo, senador Jaques Wagner (PT), em um vídeo publicado em seu perfil oficial nas redes sociais.
“Ele [Lula] vai viajar para Malásia para uma grande reunião, onde deve se encontrar com vários presidentes, inclusive, com o presidente americano”, disse Wagner.
A possível reunião entre Trump e Lula será pautada pelo tarifaço imposto pelo chefe da Casa Branca sobre as importações de produtos brasileiros enviados aos EUA, com a taxa de 40%. A medida afetou principalmente a carne bovina, café e o suco de laranja.
Até o momento, o encontro ainda não foi confirmado oficialmente, pois ainda depende da compatibilidade de agenda dos presidentes.
Lula x Trump: ótima química
A abertura para a reunião presencial entre o petista e o republicano foi sinalizada pelo próprio americano durante agenda na Assembleia Geral da ONU, em setembro. Na ocasião, ele elogiou o petista e disse ter “uma química excelente” com o brasileiro.
“Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal.”
Este aceno foi o primeiro passo para as tratativas da retomada da relação comercial. Dias depois, em 6 de outubro, os líderes conversaram por telefonema durante 30 minutos.
