A compra de 21.300 tablets pela Prefeitura de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, durante a gestão da ex-prefeita Moema Gramacho (PT), virou alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas de superfaturamento e possível desvio de recursos públicos.
A apuração faz parte da operação “Nota de Conceito”, deflagrada na terça-feira (17), e teve como ponto de partida uma denúncia apresentada pela então vereadora e atual prefeita Débora Regis (União Brasil).
No centro da investigação está um contrato firmado em 2020, no valor de R$ 13,4 milhões, com a empresa Conceito Representação, Importação e Exportação. O acordo previa a entrega de tablets para alunos e professores da rede municipal durante o período mais crítico da pandemia da Covid-19.
Relatórios preliminares da CGU apontam inconsistências nos valores e indícios de irregularidades no processo de contratação, o que levantou suspeitas sobre possível sobrepreço e falhas administrativas. A Polícia Federal cumpre diligências e analisa documentos para aprofundar as investigações.
Posição da ex-prefeita
Em nota enviada ao Portal A Tarde, Moema Gramacho negou qualquer irregularidade e afirmou que não houve cumprimento de mandados de busca em sua residência ou em endereços ligados a ela.
A ex-prefeita também declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e reforçou seu compromisso com a transparência e o respeito às instituições.
Até o momento, não há condenações. O caso segue sob investigação, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Fonte: A Tarde
