A Câmara Municipal de Mata de São João aprovou por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), o projeto que autoriza a Prefeitura a contratar uma operação de crédito para financiar a reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Eurico Goulart de Freitas. A votação contou inclusive com o voto favorável da vereadora de oposição Kennya Pontência (PCdoB), que havia manifestado questionamentos sobre o empréstimo nas redes sociais.
Em vídeo publicado antes da votação, a parlamentar afirmou que não pretendia se opor à proposta, reconhecendo a importância de oferecer um hospital de qualidade à população. No entanto, questionou a necessidade de recorrer a financiamento, alegando que o município teria condições financeiras de realizar a obra com recursos próprios.
“Eu não vou me opor a esse projeto, sei da importância que é para a população de Mata de São João ter um hospital de qualidade aqui, mas me causou estranheza, porque a gente sabe que a prefeitura tem saúde financeira suficiente para realizar essa reforma”, declarou.
A vereadora também lembrou que, segundo ela, a Prefeitura havia anunciado meses antes que a reforma seria realizada com recursos próprios. Para a parlamentar, a mudança de estratégia levantou dúvidas sobre a necessidade de contratar uma operação de crédito para viabilizar a intervenção.
“Eles anunciaram alguns meses atrás que essa reforma seria feita com recursos próprios e, de repente, há essa necessidade de pegar um empréstimo”, afirmou Kennya, ao justificar a publicação do vídeo para informar a população sobre o andamento da proposta.
O projeto encaminhado pelo Executivo prevê a contratação de crédito junto à Caixa Econômica Federal, no âmbito do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). A finalidade é financiar a reforma e ampliação da unidade hospitalar. Com a aprovação unânime na Câmara, a proposta avança no processo legislativo, cabendo observar os procedimentos legais para sua efetivação.
A votação encerra, ao menos nessa etapa, a tramitação da matéria no Legislativo municipal, mas não elimina o debate sobre o planejamento financeiro da obra. A discussão central levantada pela oposição é por que a Prefeitura optou pelo financiamento, em vez de utilizar recursos próprios, como teria anunciado anteriormente.
Fonte: MR
